Estou a mudar de casa.
Sim, é isso: no momento em que escrevo, não estou a escrever porque não tenho tempo para isso.
Apetece-me abrir a janela e atirar três dos seis sacos de lixo preto (tamanho grande) e vê-los estatelaram-se à grande na cabeça do... (ainda esta coisa do GNR, mas já me passa), só que gosto bastante do conteúdo e também não vou arriscar mais uma multa esta semana.
É incrível, a quantidade de coisas inúteis que insisto em carregar atrás de mim.
Devia ter ido trabalhar para o local de trabalho, onde as pessoas normalmente trabalham ou fingem que trabalham, mas recusei-me (pelo segundo dia consecutivo). Ontem porque estava chateada e hoje porque estou aborrecida e atarefada a mudar de casa. Motivos mais do que suficientes, parece-me.
Há outros que não vou revelar.
O dia hoje já vai muito longo, já me fartei de trabalhar e até já escrevi uma reclamação no livro de reclamações do posto da GNR local. O senhor agente não gostou, mas sorriu.
Se eu fosse o Bagaço, escrevia o diálogo... Como não sou, vou pôr livros em caixotes.
sexta-feira, 6 de julho de 2007
quinta-feira, 5 de julho de 2007
Homens que não me compreendem:
UM.
Mas não conta, porque é um GNR cá da terrinha que, embora se comporte como tal, não usa bigode, movimenta-se num cu de arroz próprio da classe e, entre uma ou duas palavras imperceptíveis, conseguiu lixar-me a disposição e as férias.
Como diria o outro: Foda-se! (baixinho, que há quem queira dormir).
Mas não conta, porque é um GNR cá da terrinha que, embora se comporte como tal, não usa bigode, movimenta-se num cu de arroz próprio da classe e, entre uma ou duas palavras imperceptíveis, conseguiu lixar-me a disposição e as férias.
Como diria o outro: Foda-se! (baixinho, que há quem queira dormir).
terça-feira, 3 de julho de 2007
Livro do Génesis, 3,1
A serpente era o mais astuto de todos os animais selvagens que o SENHOR Deus fizera; e disse à mulher:
- «É verdade ter-vos Deus proibido comer o fruto de alguma árvore do jardim?»
A mulher respondeu-lhe:
- «Podemos comer o fruto das árvores do jardim; mas, quanto ao fruto da árvore que está no meio do jardim,
Deus disse:
- “Nunca o deveis comer, nem sequer tocar nele, pois, se o fizerdes, morrereis.”
A serpente retorquiu à mulher:
- ‘Não, não morrereis; porque Deus sabe que, no dia em que o comerdes, abrir-se-ão os vossos olhos e sereis como Deus, ficareis a conhecer o bem e o mal”.»Vendo a mulher que o fruto da árvore devia ser bom para comer, pois era de atraente aspecto e precioso para esclarecer a inteligência, agarrou do fruto, comeu, deu dele também a seu marido, que estava junto dela, e ele também comeu.Então, abriram-se os olhos aos dois e, reconhecendo que estavam nus, coseram folhas de figueira umas às outras e colocaram-nas, como se fossem cinturas, à volta dos rins.Ouviram, então, a voz do SENHOR Deus, que percorria o jardim pela brisa da tarde, e o homem e a sua mulher logo se esconderam do SENHOR Deus, por entre o arvoredo do jardim.Mas o SENHOR Deus chamou o homem e disse-lhe:
- «Onde estás?»
Ele respondeu:
- «Ouvi a tua voz no jardim e, cheio de medo, escondi-me porque estou nu.»
O SENHOR Deus perguntou:
«Quem te disse que estás nu? Comeste, porventura, da árvore da qual te proibi comer?»
O homem respondeu:
«Foi a mulher que trouxeste para junto de mim que me ofereceu da árvore e eu comi.»
O SENHOR Deus perguntou à mulher:
- «Por que fizeste isso?»
A mulher respondeu:
«A serpente enganou-me e eu comi.»
- «É verdade ter-vos Deus proibido comer o fruto de alguma árvore do jardim?»
A mulher respondeu-lhe:
- «Podemos comer o fruto das árvores do jardim; mas, quanto ao fruto da árvore que está no meio do jardim,
Deus disse:
- “Nunca o deveis comer, nem sequer tocar nele, pois, se o fizerdes, morrereis.”
A serpente retorquiu à mulher:
- ‘Não, não morrereis; porque Deus sabe que, no dia em que o comerdes, abrir-se-ão os vossos olhos e sereis como Deus, ficareis a conhecer o bem e o mal”.»Vendo a mulher que o fruto da árvore devia ser bom para comer, pois era de atraente aspecto e precioso para esclarecer a inteligência, agarrou do fruto, comeu, deu dele também a seu marido, que estava junto dela, e ele também comeu.Então, abriram-se os olhos aos dois e, reconhecendo que estavam nus, coseram folhas de figueira umas às outras e colocaram-nas, como se fossem cinturas, à volta dos rins.Ouviram, então, a voz do SENHOR Deus, que percorria o jardim pela brisa da tarde, e o homem e a sua mulher logo se esconderam do SENHOR Deus, por entre o arvoredo do jardim.Mas o SENHOR Deus chamou o homem e disse-lhe:
- «Onde estás?»
Ele respondeu:
- «Ouvi a tua voz no jardim e, cheio de medo, escondi-me porque estou nu.»
O SENHOR Deus perguntou:
«Quem te disse que estás nu? Comeste, porventura, da árvore da qual te proibi comer?»
O homem respondeu:
«Foi a mulher que trouxeste para junto de mim que me ofereceu da árvore e eu comi.»
O SENHOR Deus perguntou à mulher:
- «Por que fizeste isso?»
A mulher respondeu:
«A serpente enganou-me e eu comi.»
O Epígono do Lobo Antunes
Foi muito bem escolhido o nome deste personagem do novo livro do José Luís Peixoto, “Hoje não”, ainda não acabei de ler, mas assim de papo pró ar ou de barriga para baixo numa praia qualquer, onde o sol espreitava… não me estava a desagradar nadinha.
Claro que, mais uma vez, fiquei sem o livro. Acontece-me muito isto com o JLP… Juro que não o enterrei na areia!
Claro que, mais uma vez, fiquei sem o livro. Acontece-me muito isto com o JLP… Juro que não o enterrei na areia!
copy, paste...
Amo-te. Amo-te. Amo-te. Amo-te. Amo-te. Amo-te. Amo-te. Amo-te. Amo-te. Amo-te. Amo-te. Amo-te. Amo-te. Amo-te. Amo-te. Amo-te. Amo-te. Amo-te. Amo-te. Amo-te
Amo-te. Amo-te. Amo-te. Amo-te. Amo-te. Amo-te. Amo-te. Amo-te. Amo-te. Amo-te. Amo-te. Amo-te. Amo-te. Amo-te. Amo-te. Amo-te. Amo-te. Amo-te. Amo-te. Amo-te
Amo-te. Amo-te. Amo-te. Amo-te. Amo-te. Amo-te. Amo-te. Amo-te. Amo-te. Amo-te. Amo-te. Amo-te. Amo-te. Amo-te. Amo-te. Amo-te. Amo-te. Amo-te. Amo-te. Amo-te.
Amo-te. Amo-te. Amo-te. Amo-te. Amo-te. Amo-te. Amo-te. Amo-te. Amo-te. Amo-te. Amo-te. Amo-te. Amo-te. Amo-te. Amo-te. Amo-te. Amo-te. Amo-te. Amo-te. Amo-te
Amo-te. Amo-te. Amo-te. Amo-te. Amo-te. Amo-te. Amo-te. Amo-te. Amo-te. Amo-te. Amo-te. Amo-te. Amo-te. Amo-te. Amo-te. Amo-te. Amo-te. Amo-te. Amo-te. Amo-te.
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Coisas que nem levam etiqueta
segunda-feira, 2 de julho de 2007
Conjugação perifrástica
Há pessoas de quem gostamos muito que passam dias, semanas, meses sem nos enviarem um sms e nós continuamos a gostar delas. Depois há aquelas de quem também gostamos muito, mas não admitimos um dia inteiro de silêncio. Contudo, insistimos em continuar a gostar delas.:-)
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Um certo estilo da figura
O amor, esse micróbio!
O tema tem longas barbas brancas entrançadas a varrer o chão. (Facto).
Qualquer alfabetizado consegue elaborar uma frase sobre a questão e fazer com que ela corra mais ou menos bem, fazendo sempre algum sentido para alguém. (Facto).
Eu nem queria falar sobre isso.
Facto.
Cerca de 90% daquilo que escrevo é sobre esse micróbio parasita das emoções. E sempre que me apaixono e desapaixono (ou vejo isso a acontecer a alguém) não paro de me surpreender com a total ausência de aprendizagem sobre o assunto. Sei que tudo o que vivi e disse de nada me servirá, quando (e se) me voltar a acontecer. (Facto verificado várias vezes, felizmente).
Já disse neste blog e repito: para o fim nunca nos conseguimos preparar.
E, em meu entender é só (!?) esse o problema do amor, seja ele de índole romântico, fraterno ou tenha o conforto inestimável e insubstituível da amizade.
Passar pelo fim de uma relação de amor é sem dúvida devastador. Mas assistir de microscópio ao estrebuchar do micróbio no corpo de alguém que amamos… pode ser duplamente infernal, cansativo e talvez mais abrangente do que passar por isso na primeira pessoa. É que, ao vermos os outros, revemo-nos a nós e tomamos alguma consciência da coisa, facto que geralmente não acontece quando somos nós os portadores da “coita”. Ufa! Ainda bem que as figurinhas que fazemos não têm o filtro da inteligência! Algo tem de sobrar (com alguma dignidade) dos destroços!
Qualquer alfabetizado consegue elaborar uma frase sobre a questão e fazer com que ela corra mais ou menos bem, fazendo sempre algum sentido para alguém. (Facto).
Eu nem queria falar sobre isso.
Facto.
Cerca de 90% daquilo que escrevo é sobre esse micróbio parasita das emoções. E sempre que me apaixono e desapaixono (ou vejo isso a acontecer a alguém) não paro de me surpreender com a total ausência de aprendizagem sobre o assunto. Sei que tudo o que vivi e disse de nada me servirá, quando (e se) me voltar a acontecer. (Facto verificado várias vezes, felizmente).
Já disse neste blog e repito: para o fim nunca nos conseguimos preparar.
E, em meu entender é só (!?) esse o problema do amor, seja ele de índole romântico, fraterno ou tenha o conforto inestimável e insubstituível da amizade.
Passar pelo fim de uma relação de amor é sem dúvida devastador. Mas assistir de microscópio ao estrebuchar do micróbio no corpo de alguém que amamos… pode ser duplamente infernal, cansativo e talvez mais abrangente do que passar por isso na primeira pessoa. É que, ao vermos os outros, revemo-nos a nós e tomamos alguma consciência da coisa, facto que geralmente não acontece quando somos nós os portadores da “coita”. Ufa! Ainda bem que as figurinhas que fazemos não têm o filtro da inteligência! Algo tem de sobrar (com alguma dignidade) dos destroços!
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compreensão lenta
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